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segunda-feira, 23 de abril de 2007

A Igreja e a Saúde 2

O segundo tema polêmico é sobre a Discriminalização do Aborto.

Eu defendo que esta decisão deva ser pensada como uma questão de SAÚDE e não de MORAL.

Não se pode negar um fato essencial: a criminalização do aborto não tem impedido que estes ocorram diariamente... As gravidezes indesejadas têm sido interrompidas hoje de forma imprópria, sem orientação e assistência adequada, levando a altos índices de morte materna no Brasil. De acordo com o texto "Descriminalizar o Aborto" de Kenarik Boujikian Felippe e José Henrique Rodrigues Torres na Folha de SP (16/04/2007), " os indicadores da Organização Mundial de saúde (OMS) apontam que cerca de 80 mil mulheres morrem todos os anos em razão da prática de aborto inseguro; 80 milhões de mulheres têm gravidez indesejada; 45 milhões recorrem ao aborto e metade destas realizam o aborto em condições précarias e ilegais" (Eça de queiroz em Crime do Padre Amaro já apresentou este problema).

A Igreja e a Saúde

Duas reportagens que li esta semana instigaram-me a discorrer sobre dois temas polêmicos onde a Igraja Católica entra em conflito com a Saúde das pessoas.

O primeiro é sobre o uso de preservativos: a Igreja é contra o uso de camisinhas pois ela é uma barreira para a geração de vida, função da relação sexual. O mais eficiente método contra a AIDS é a fidelidade e ter relações sexuais apenas com a pessoa com quem você casar...

Antes eu achava que não importava o que a Igreja achava, as pessoas têm consciência dos riscos e vão usar independentemente do que Ela dita. Aí, em um artigo do Dráuzio Varela, ele ponderou que, em cidades pequenas e povoados, onde a Igreja assume o poder político, a distribuição gratuita de camisinha é impedida!!!!

Quando começa a vida?

"As células-tronco embrionárias humanas devem ser utilizadas em pesquisas científicas? A importância, dúvidas e a complexidade da questão são tão grandes que, pela primeira vez, o Supremo Tribunal Federal (STF) realizou uma audiência pública sobre um assunto em julgamento na casa.

Na audiência, realizada em Brasília na última sexta-feira (20/4), 34 cientistas apresentaram posições favoráveis e contrárias ao uso das células-tronco. O objetivo era fornecer subsídios científicos para os 11 ministros que compõem o STF.

Em março de 2005, as pesquisas com células-tronco embrionárias humanas foram aprovadas no Brasil, no âmbito da Lei de Biossegurança. Em maio do mesmo ano, no entanto, o então procurador-geral da República, Cláudio Fonteles, entrou no STF com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade contra o artigo a respeito das pesquisas, sob a alegação de que estudos do gênero “ferem o direito de embriões”.

O pedido de Fonteles foi acatado no fim de 2006 pelo ministro do STF Carlos Ayres Britto, que foi relator do caso. Para decidir a questão, os ministros precisarão, segundo Britto, discutir quando a vida humana começa.

O relator convocou então a audiência, para a qual convidou 18 cientistas. Outros 11 foram chamados pela Procuradoria Geral da República. Quatro foram convidados pela presidência da República e um pela Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)..."

Por Fábio de Castro, agência FAPESP


O link do título consiste no conteúdo desta audiência. Leia e tenha suas próprias impressões sobre este tema....