Realmente, a decisão da Ministra foi infeliz no que se refere a retirada das licenças Creative Commons.
Convido a todos que envie uma emnsagem para Ministra no site do Ministério no link abaixo:
http://www.cultura.gov.br/site/fale-com-o-ministerio/
Temos que zelar pela continuidade dos bons projetos desenvolvidos pelos Ministros Gilberto Gil e Juca Ferreira.
Vamos pressionar a Ana Hollanda!!!
"Cara Ministra da Cultura,
Favor reconsiderar sua decisão de retirar as licenças Creative Commons do site do ministério...
Apesar de sua justificativa, este ato simbolicamente é muito negativo... Dar visibilidade como deu até o momento, é um ato político!!!
Espero que reveja esta decisão...
Pretendo expor minhas opiniões sobre política, saúde pública, cultura, ambiente e temas do nosso cotidiano
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domingo, 23 de janeiro de 2011
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
"Desmantelamento Cultural da TV Cultura" opinião de Maria Rita Kehl
Maria Rita Kehl faz uma reflexão interessante sobre o desmantelamento e desvio de finalidade da TV Pública Cultura na mão de um economista:
Escolho, para terminar, o triste exemplo de um programa que já foi extinto pela atual direção: Manos e Minas. Um corajoso programa de auditório dedicado ao hip hop, levado ao ar ao vivo nos sábados à tarde sob o comando de Rap in Hood, que estreou em CD lá por 2000, cantando: "eu tenho o microfone/ é tudo no meu nome". Ter acesso ao microfone e falar em nome próprio: na plateia, meninos e meninas de pele escura, "bombeta e moleton", não se distinguem dos mesmos meninos e meninas que sobem para dar seu recado no palco. Enfim, alguém teve a ousadia de dar visibilidade à atividade musical dos jovens da periferia de São Paulo, acostumados a só existir na mídia quando algum dentre eles comete um crime.
Manos e Minas não precisa de argumentos de segurança pública para se justificar. Dar espaço ao rap na televisão é importante por si só. Mas a decisão de acabar com o programa nos faz refletir sobre o modo como a elite paulista concebe a inclusão simbólica da periferia na produção cultural da cidade: não concebe. Daí que a pobreza, aqui, seja um problema exclusivo de segurança pública. A extinção de Manos e Minas lembra, não pelo conteúdo, mas pelo princípio operante, as desastradas políticas de "limpeza" da cracolândia. Quem mais, senão uma TV pública, poderia investir na visibilidade dos artistas da periferia?
Leia mais, clicando no título
Escolho, para terminar, o triste exemplo de um programa que já foi extinto pela atual direção: Manos e Minas. Um corajoso programa de auditório dedicado ao hip hop, levado ao ar ao vivo nos sábados à tarde sob o comando de Rap in Hood, que estreou em CD lá por 2000, cantando: "eu tenho o microfone/ é tudo no meu nome". Ter acesso ao microfone e falar em nome próprio: na plateia, meninos e meninas de pele escura, "bombeta e moleton", não se distinguem dos mesmos meninos e meninas que sobem para dar seu recado no palco. Enfim, alguém teve a ousadia de dar visibilidade à atividade musical dos jovens da periferia de São Paulo, acostumados a só existir na mídia quando algum dentre eles comete um crime.
Manos e Minas não precisa de argumentos de segurança pública para se justificar. Dar espaço ao rap na televisão é importante por si só. Mas a decisão de acabar com o programa nos faz refletir sobre o modo como a elite paulista concebe a inclusão simbólica da periferia na produção cultural da cidade: não concebe. Daí que a pobreza, aqui, seja um problema exclusivo de segurança pública. A extinção de Manos e Minas lembra, não pelo conteúdo, mas pelo princípio operante, as desastradas políticas de "limpeza" da cracolândia. Quem mais, senão uma TV pública, poderia investir na visibilidade dos artistas da periferia?
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terça-feira, 7 de setembro de 2010
A Lenda de Eco por Eduardo Galeano
Em outros tempos, a ninfa Eco tinha sabido dizer. E dizia com tanta graça, que suas palavras pareciam não usadas, jamais ditas antes por boca alguma.
Mas a deusa Hera, a esposa legal de Zeus, amaldiçoou-a nem de seus frequentes ataques de ciúmes. E Eco sofreu o pior dos castigos: foi despojada de voz própria.
Desde então, é incapaz de dizer, só consegue repetir.
O costume transformou essa maldição em virtude.
Fonte: Espelhos de Eduardo Galeano - L e PM Editores
Mas a deusa Hera, a esposa legal de Zeus, amaldiçoou-a nem de seus frequentes ataques de ciúmes. E Eco sofreu o pior dos castigos: foi despojada de voz própria.
Desde então, é incapaz de dizer, só consegue repetir.
O costume transformou essa maldição em virtude.
Fonte: Espelhos de Eduardo Galeano - L e PM Editores
sábado, 31 de julho de 2010
Filme: O Caso dos Irmãos Naves
Nossa, assisti a este filme e Fiquei muito impressionada...
Primeiro pela história verdadeira que este filme aborda referente ao maior erro jurídico do Brasil!!! Pense, dois irmãos são presos pelo delegado Chico Vieira por suspeita de ter matado seu sócio, que na verdade fugiu após roubá-los. São torturados para admitir o assassinato que eles não fizeram... Não só eles, mas todos ao seu redor, parentes e vizinhos... TERRÍVEL!!! Tudo isto por que o delegado Chico Vieira acreditou nos rumores da comunidade de que eles haviam assassinado o sumido...
Ficaram presos por 8 anos. Joaquim Naves morre e seu irmão sai em busca do "sócio assassinado" que foi encontrado escondido na casa do pai!!!
Luis Sérgio Person, o diretor, foi muito feliz na direção, pois a atuação dos atores está fantástica, e ele fez questão de apresentar de forma crua as cenas de tortura sofridas pelos irmãos... Super pesado!!!
O ano que foi lançado é exatamente o ano de 1967, período da ditadura militar!!! Fica claro o quanto ele foi inteligente em usar uma história real para denunciar o que estava por vir - a Tortura do período da ditadura!
Primeiro pela história verdadeira que este filme aborda referente ao maior erro jurídico do Brasil!!! Pense, dois irmãos são presos pelo delegado Chico Vieira por suspeita de ter matado seu sócio, que na verdade fugiu após roubá-los. São torturados para admitir o assassinato que eles não fizeram... Não só eles, mas todos ao seu redor, parentes e vizinhos... TERRÍVEL!!! Tudo isto por que o delegado Chico Vieira acreditou nos rumores da comunidade de que eles haviam assassinado o sumido...
Ficaram presos por 8 anos. Joaquim Naves morre e seu irmão sai em busca do "sócio assassinado" que foi encontrado escondido na casa do pai!!!
Luis Sérgio Person, o diretor, foi muito feliz na direção, pois a atuação dos atores está fantástica, e ele fez questão de apresentar de forma crua as cenas de tortura sofridas pelos irmãos... Super pesado!!!
O ano que foi lançado é exatamente o ano de 1967, período da ditadura militar!!! Fica claro o quanto ele foi inteligente em usar uma história real para denunciar o que estava por vir - a Tortura do período da ditadura!
domingo, 22 de fevereiro de 2009
O dia que eu vi e ouvi Wim Wenders
Em minha última viagem a Salvador, tive a chance de assistir a uma conferência com Wim Wenders, um dos meus diretores de cinema favoritos, responsável por "ASAS DO DESEJO", "TÃO PERTO, TÃO LONGE".
Ele falou sobre a importância dos filmes nacionais, em contraposição dos Blockbusters. O que ele chamou de filmes nacionais são aqueles que contam histórias que podemos localizar em um lugar específico. Os blockbusters são histórias que podem acontecer em qualquer lugar...
Eu não havia pensado nisto antes. Pense bem, quando a gente assiste filmes como Cidade de Deus ou Tropa de Elite, ou O céu de Sueli ou Cinema, Aspirinas e Urubus, São filmes que só teriam sentido nas favelas do Rio de Janeiro, ou no sertão do Brasil. Não poderiam acontecer em outro lugar. Eu poderia falar de filmes de outros países que também se referem a lugares específicos, o que o tornam filmes especiais.
Wim Wenders falou sobre estes filmes e como eles lhe atiçavam o desejo de conhecer estes lugares, os lugares que estes filmes mostravam sem a maquiagem de Hollywood (vocês já perceberam com as cidades estão maquiadas em Hollywood?).
São filmes como este que me dão prazer em ir ao cinema... Os filmes de Hollywood me divertem, mas são descartáveis e facilmente esquecidos. Os filmes de arte marcam a nossa vida, pois trazem para nós o cotidiano de outras pessoas e de outros países que não conheceríamos de outro modo.
Pensem nisso na próxima vez que forem ao cinema! Dicas de ninguém mais, ninguém menos que Wim Wenders!
Ele falou sobre a importância dos filmes nacionais, em contraposição dos Blockbusters. O que ele chamou de filmes nacionais são aqueles que contam histórias que podemos localizar em um lugar específico. Os blockbusters são histórias que podem acontecer em qualquer lugar...
Eu não havia pensado nisto antes. Pense bem, quando a gente assiste filmes como Cidade de Deus ou Tropa de Elite, ou O céu de Sueli ou Cinema, Aspirinas e Urubus, São filmes que só teriam sentido nas favelas do Rio de Janeiro, ou no sertão do Brasil. Não poderiam acontecer em outro lugar. Eu poderia falar de filmes de outros países que também se referem a lugares específicos, o que o tornam filmes especiais.
Wim Wenders falou sobre estes filmes e como eles lhe atiçavam o desejo de conhecer estes lugares, os lugares que estes filmes mostravam sem a maquiagem de Hollywood (vocês já perceberam com as cidades estão maquiadas em Hollywood?).
São filmes como este que me dão prazer em ir ao cinema... Os filmes de Hollywood me divertem, mas são descartáveis e facilmente esquecidos. Os filmes de arte marcam a nossa vida, pois trazem para nós o cotidiano de outras pessoas e de outros países que não conheceríamos de outro modo.
Pensem nisso na próxima vez que forem ao cinema! Dicas de ninguém mais, ninguém menos que Wim Wenders!
sábado, 19 de abril de 2008
Mais uma obra prima de Kar Wai Wong

O mais novo filme de Kar Wai Wong (outros filmes: Amor à Flor da Pele e 2046), BEIJO ROUBADO (My blueberry nights) é muito lindo...
Com atores renomados e fantásticos e estreando a cantora Norah Jones.
Uma história simples de auto-descoberta, mas recheado de imagens fantásticas e cenas bem trabalhasdas no melhor estilo de Kar Wai.
Para quem ainda não conhece este diretor chinês, vale a pena ter contato com ele neste filme...
Bom proveito!!!!
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Todos os pecados se resumem em um só: Não Roubarás
TRECHO DO LIVRO "CAÇADOR DE PIPAS" DE KHALED HOSSEINI
Neste trecho, o pai do personagem principal fala sua concepção sobre pecado....
...existe apenas um pecado, um só. e esse pecado é roubar. Qualquer outro é simplesmente uma variação do roubo. entendeu o que estou dizendo?
_ Nã, baba jan _ respondo querendo desesperadamente entender. não gostaria de desapontá-lo de novo.
...
_ Quando você mata um homem,está roubando uma vida _ disse baba. _ Está roubando da esposa o direito de ter marido, roubando dos filhos um pai. Quando mente, está roubando de alguém o direito de saber a verdade. Quando trapaceia, está roubando o direito à justiça. Entende?
Neste trecho, o pai do personagem principal fala sua concepção sobre pecado....
...existe apenas um pecado, um só. e esse pecado é roubar. Qualquer outro é simplesmente uma variação do roubo. entendeu o que estou dizendo?
_ Nã, baba jan _ respondo querendo desesperadamente entender. não gostaria de desapontá-lo de novo.
...
_ Quando você mata um homem,está roubando uma vida _ disse baba. _ Está roubando da esposa o direito de ter marido, roubando dos filhos um pai. Quando mente, está roubando de alguém o direito de saber a verdade. Quando trapaceia, está roubando o direito à justiça. Entende?
terça-feira, 25 de setembro de 2007
Leiam todos: Circo-Teatro, Benjamim de Oliveira e a teatralidade circense no Brasil

Caros amigos,
Convido a todos para se deliciarem com este livro que conta a história do circo-teatro no Brasil. Deixo que a própria autora se apresente e apresente aeste maravilhoso livro. Com vocês: Ermínia Silva.
"Em fevereiro de 1954, eu e minha irmã gêmea Esther nascíamos na casa dos avós maternos, em Getulina (SP), para onde minha mãe Eduvirges Poloni Silva tinha ido dar à luz. A moradia da família do meu pai, Barry Charles Silva, estava numa cidade bem próxima, de nome Promissão, e era feita de toldos de algodão encerado, que compunham o conjunto arquitetônico do circo.
Com 2 meses, partimos de trem para o circo que já estava armado em uma cidade bem mais distante, Orlândia (SP). A partir daí, moramos em barracas, pensões, hotéis, pousadas e trailers. Nós e mais 16 primos fazemos parte da quarta geração circense da família Wassilnovich, que veio para o Brasil na segunda metade do século XIX, e aqui virou Silva. Minha avó paterna, Esther Riego Silva, e seus pais chegaram à América Latina por volta de 1909, e, diferente da família do meu avô, faziam parte de uma companhia que trouxe consigo todos os aparatos. Chamava-se circo Lowande.
O processo de formação do circense tinha início desde o seu nascimento e nesse aprendizado estava a chave que garantia a continuidade dos saberes circenses. Entretanto, o "destino" de parte de minha geração foi mudado. Em idade escolar, fomos mandados para a casa de parentes que possuíam residência fixa, para iniciarmso nossos estudos e construirmos um "futuro diferente", "melhor" que a vida que nossos pais haviam herdado, segundo eles mesmos.
terça-feira, 11 de setembro de 2007
Doe Livros para as Bibliotecas do MST
Filme: Encontro com Milton Santos Ou o Mundo Global Visto do Lado de Cá

Este filme é para ser visto muitas vezes. Enche-nos de esperança, de uma possibilidade de uma GLOBALIZAÇÃO SOLIDÁRIA, como Boaventura De Souza Santos também nos fala...
A Globalização atual é ditatorial e está preocupada com a manutanção do poder na mão de poucos!!!! Mas os movimentos sociais não se calam frente as desigualdades cada vez mais desiguais e grita nas ruas por um outro mundo!!!!
segunda-feira, 27 de agosto de 2007
"Santiago" não é um filme... É redenção!
Assisti o filme ontem e estou impactada até agora com este documentário... É simplesmente fantástico: confunde, emociona, surpreende. João Moreira Salles, de forma sensível, apresenta-nos Santiago... Mas não só ele, apresenta-nos a distância entre ele e Santiago... Entre João e ele mesmo e entre suas memórias...
Abaixo uma crítica linda e clicando no título, uma entrevista com o próprio diretor João Moreira Salles.
CONTARDO CALLIGARIS
A vida de Santiago
Uma vida se justifica como um arranjo de flores, não pela duração, mas pela harmonia
ESTRÉIA AMANHÃ o filme "Santiago", de João Moreira Salles. A história de sua produção é conhecida: em 1992, João Moreira Salles filmou um documentário sobre Santiago Badariotti Merlo, que tinha sido, no passado, durante 30 anos, o mordomo de sua família.
Para o diretor, era uma maneira de se lembrar de sua infância e de meditar sobre vida e morte, memória e esquecimento. Ele abandonou o projeto durante a montagem. Santiago morreu em 1994. Em 2005, João Moreira Salles voltou ao material abandonado para criar um filme que é uma obra-prima, imperdível.
Já foi observado que "Santiago" é um filme que desnuda a relação entre o documentarista e sua personagem. O diretor não esconde sua voz, que pede que Santiago repita, retome, fale mais rápido, olhe para cá ou para lá. Alguns acharam que o longa-metragem também quer desvendar a desigualdade inevitável entre o ex-mordomo e o filho do ex-dono de casa. Pode ser. Mas a imperiosidade do documentarista me evocou outra coisa.
Abaixo uma crítica linda e clicando no título, uma entrevista com o próprio diretor João Moreira Salles.
CONTARDO CALLIGARIS
A vida de Santiago
Uma vida se justifica como um arranjo de flores, não pela duração, mas pela harmonia
ESTRÉIA AMANHÃ o filme "Santiago", de João Moreira Salles. A história de sua produção é conhecida: em 1992, João Moreira Salles filmou um documentário sobre Santiago Badariotti Merlo, que tinha sido, no passado, durante 30 anos, o mordomo de sua família.
Para o diretor, era uma maneira de se lembrar de sua infância e de meditar sobre vida e morte, memória e esquecimento. Ele abandonou o projeto durante a montagem. Santiago morreu em 1994. Em 2005, João Moreira Salles voltou ao material abandonado para criar um filme que é uma obra-prima, imperdível.
Já foi observado que "Santiago" é um filme que desnuda a relação entre o documentarista e sua personagem. O diretor não esconde sua voz, que pede que Santiago repita, retome, fale mais rápido, olhe para cá ou para lá. Alguns acharam que o longa-metragem também quer desvendar a desigualdade inevitável entre o ex-mordomo e o filho do ex-dono de casa. Pode ser. Mas a imperiosidade do documentarista me evocou outra coisa.
sábado, 25 de agosto de 2007
Arte de Sergipe
quarta-feira, 11 de julho de 2007
Mônica Salmaso e o Grupo Pau Brasil cantando Chico Buarque
Eu ainda não vi o espetáculo, mas quem viu garante que é fascinante...
Hoje, o Programa Vozes do Brasil gravou uma entrevista com eles e ainda tem a apresentação de algumas músucas que já dá para sentirmos a qualidade deste trabalho.
O atalho para este programa está no título....
Hoje, o Programa Vozes do Brasil gravou uma entrevista com eles e ainda tem a apresentação de algumas músucas que já dá para sentirmos a qualidade deste trabalho.
O atalho para este programa está no título....
sexta-feira, 22 de junho de 2007
Torre eiffel
A Torre Eiffel é um monumento da cidade de Paris, França, sendo reconhecida em todo o mundo como um símbolo da França. Foi construída para a Exposição mundial de 1889 a fim de demonstrar toda a tecnologia dominada na época em estruturas metálicas. Originalmente seria apenas uma estrutura temporária, a ser desmontada com o fim da Exposição. Com seus 317 metros de altura, possuía 7300 toneladas quando foi construída, sendo que atualmente deva passar das 10000, já que são abrigados restaurantes, museus, lojas, entre muitas outras estruturas que não possuía na época de sua construção. Os últimos vinte metros desta magnífica torre correspondem a uma antena de rádio que foi adicionada posteriormente. Recebe o nome de seu projetista, o engenheiro Gustave Eiffel (1832-1923).
A idéia e o projecto da Torre Eiffel para a exposição universal de 1889 são uma forma de celebração dos cem anos da Revolução Francesa (1789). (wikipédia)
A idéia e o projecto da Torre Eiffel para a exposição universal de 1889 são uma forma de celebração dos cem anos da Revolução Francesa (1789). (wikipédia)
Mais informaçoes, clique no título
Auguste Rodin
Auguste Rodin (Paris, 12 de novembro de 1840 — Meudon, 17 de novembro de 1917) foi um escultor francês.
Nascido François-Auguste-René Rodin, as primeiras esculturas de Rodin foram feitas na cozinha de sua mãe, com massa que ela usava para fazer pão. Aos 14 anos, aquele que seria um dos escultores mais geniais da história da arte, já tinha aulas numa pequena academia. Em pouco tempo era aceito na Escola de Artes Decorativas, sob a orientação de Boisbaudran e de Barye. Ingressou depois na Academia de Belas-Artes, onde conheceu os escultores Carpeaux e Dalou. Trabalhou inicialmente como ornamentista, modelador, prático e cinzelador.
A exemplo do que tantas vezes aconteceu com os grandes artistas, a primeira obra de Rodin, O Homem de Nariz Quebrado (1864), não foi aceita no Salon de Paris. A justificativa do júri foi que a obra era um esboço, uma coisa inacabada. Paradoxalmente, toda a criação do escultor se basearia no conceito de "non finito". No ano de 1875, Rodin conheceu Meunier e realizou uma viagem à Itália, de importância fundamental para sua futura estatuária. Lá se interessou principalmente pela obra de Michelangelo, mais precisamente pela escultura O Prisioneiro, que o mestre deixou inacabada, influência esta que o libertou do academicismo. Na sua volta, o escultor visitou e estudou as catedrais góticas. Em pouco tempo criou seu famoso São João Batista Pregando (1878).
sexta-feira, 13 de abril de 2007
Somos vítimas e Somos carrascos
Sempre que lemos a história ou vislumbramos o sofrimento pelos quais passaram os índios e os negros sob a mão opressiva do português colonizador, sentimos uma repugnância pelos opressores que causaram tanta dor para os oprimidos negros e índios no Brasil.
Mas ao ler O POVO BRASILEIRO de Darcy Ribeiro foi-me apresentada uma análise interessante:
"Todos nós, brasileiros, somos carne da carne daqueles pretos e índios supliciados. Todos nós brasileiros somos, por igual a mãopossessa que os supliciou. A doçura mais terna e a crueldade mais atroz aqui se conjugaram para fazer de nós a gente sentida e sofrida que somos e a gente insensível e brutal, que também somos. Decendentes de escravos e de senhores de escravos seremos sempre servos da malignidade destilada e instalada em nós, tanto pelo sentimento da dor intencionalmente produzida para doer mais, quanto pelo exercício da brutalidade sobre os homens, sobre mulheres, sobre crianças convertidas em pastos de nossa fúria.
a mais terrível das nossas heranças é esta de levar sempre conosco a cicatriz de torturador impressa na alma e pronta a explodir na brutalidade racista e classista. Ela é que incandesce, ainda hoje, em tanta autoridade brasileira predisposta a torturar, serviciar e machucar os pobres que lhes caem às mãos. ela, porém, provocando crescente indignação nos dará forças, amanhã, para conter os possessos e criar aqui uma sociedade solidária."
Mas ao ler O POVO BRASILEIRO de Darcy Ribeiro foi-me apresentada uma análise interessante:
"Todos nós, brasileiros, somos carne da carne daqueles pretos e índios supliciados. Todos nós brasileiros somos, por igual a mãopossessa que os supliciou. A doçura mais terna e a crueldade mais atroz aqui se conjugaram para fazer de nós a gente sentida e sofrida que somos e a gente insensível e brutal, que também somos. Decendentes de escravos e de senhores de escravos seremos sempre servos da malignidade destilada e instalada em nós, tanto pelo sentimento da dor intencionalmente produzida para doer mais, quanto pelo exercício da brutalidade sobre os homens, sobre mulheres, sobre crianças convertidas em pastos de nossa fúria.
a mais terrível das nossas heranças é esta de levar sempre conosco a cicatriz de torturador impressa na alma e pronta a explodir na brutalidade racista e classista. Ela é que incandesce, ainda hoje, em tanta autoridade brasileira predisposta a torturar, serviciar e machucar os pobres que lhes caem às mãos. ela, porém, provocando crescente indignação nos dará forças, amanhã, para conter os possessos e criar aqui uma sociedade solidária."
quarta-feira, 14 de março de 2007
Em Minha Terra: Verdade e Conciliação
Este filme nos apresenta o movimento que sucedeu o fim do Apartheid na África do Sul. Em 1996, o Governo da África do sul de Nelson Mandela, estabeleceu a Comissão Da Verdade e Da conciliação para investigar os abusos aos Direitos Humanos sob o período do Apartheid. sob o comando do Arcebispo Desmond Tutu (ganhador do prêmio Nobel da paz), a comissão examinou atos cometidos entre Março de 1960, data do massacre de Sharpeville, e 10 de Maio de 1994, dia que Mandela assumiu a presidência.
De acordo com o princípio africano chamado "Ubuntu", o qual se empenha para estabelecer a harmonia entre todas as pessoas através da absolvição das trangressões, ao invés de impor o castigo merecido, a comissão organizou uma série de espaços de escutas por todo o país com o intuito de ajudar a curar as feridas do Apartheid. Estes espaços serviriam como fóruns onde aqueles que cometeram assassinatos e torturas durante o período do Apartheid se confrontavam com suas vítimas (interessante que haviam vítimas brancas e transgressores negros também)
De acordo com o princípio africano chamado "Ubuntu", o qual se empenha para estabelecer a harmonia entre todas as pessoas através da absolvição das trangressões, ao invés de impor o castigo merecido, a comissão organizou uma série de espaços de escutas por todo o país com o intuito de ajudar a curar as feridas do Apartheid. Estes espaços serviriam como fóruns onde aqueles que cometeram assassinatos e torturas durante o período do Apartheid se confrontavam com suas vítimas (interessante que haviam vítimas brancas e transgressores negros também)
quinta-feira, 1 de março de 2007
OCAS: Uma Revista que é uma Ação Social
Estava eu e meu namorado, Luciano, no bar de Jazz Teta em Sampa, quando um homem bem arrumado e simpático entrou e começou a apresentar aos frequentadores uma revista.
Nós nos interessamos de cara e logo compreendemos a proposta da revista (trecho escrito na revista):
"Ocas é publicada pela Organização Civil de Ação Social. A revista é uma chance de mudança efetiva na vida das pessoas em situação de rua. A interação decorrente da compra e da venda da publicação permite que os vendedores estabeleçam contatos e dêem novos e autônomos passos para a reintegração.
O objetivo da organização é fornecer instrumentos de resgate da auto-estima dos vendedores, criando mecanismos para que o indivíduo se torne seu próprio agente de transformação, de forma que Ocas seja um ponto de passagem, e não destino definitivo.
Os vendedores compram a revista por um real e a vendem porR$3,00. Todos têm idade mínima de 18 anos, recebem treinamento, assinam um código de conduta e portam crachá."
Este projeto já existe no Rio de Janeiro além de São Paulo. E a própria revista apresenta testemunhos de pessoas que já conseguiram sair da situação de rua através deste projeto. Além de outros assuntos bem interessantes e atuais.
É demais!!! De muito boa qualidade!
Se você tiver interesse, pode também fazer doações. Basta entrar no site www.ocas.com.br
Contribuindo com projetos assim, podemos dar oportunidade a muitas pessoas!!!
contribua você também!
Nós nos interessamos de cara e logo compreendemos a proposta da revista (trecho escrito na revista):
"Ocas é publicada pela Organização Civil de Ação Social. A revista é uma chance de mudança efetiva na vida das pessoas em situação de rua. A interação decorrente da compra e da venda da publicação permite que os vendedores estabeleçam contatos e dêem novos e autônomos passos para a reintegração.
O objetivo da organização é fornecer instrumentos de resgate da auto-estima dos vendedores, criando mecanismos para que o indivíduo se torne seu próprio agente de transformação, de forma que Ocas seja um ponto de passagem, e não destino definitivo.
Os vendedores compram a revista por um real e a vendem porR$3,00. Todos têm idade mínima de 18 anos, recebem treinamento, assinam um código de conduta e portam crachá."
Este projeto já existe no Rio de Janeiro além de São Paulo. E a própria revista apresenta testemunhos de pessoas que já conseguiram sair da situação de rua através deste projeto. Além de outros assuntos bem interessantes e atuais.
É demais!!! De muito boa qualidade!
Se você tiver interesse, pode também fazer doações. Basta entrar no site www.ocas.com.br
Contribuindo com projetos assim, podemos dar oportunidade a muitas pessoas!!!
contribua você também!
sábado, 10 de fevereiro de 2007
Esse Marcelino Freire....
Este cara é fantástico... Seu jeito de escrever direto e sem prurido algum mexe comigo... Este conto é um dos tantos que eu adoro... Aproveitem!
Lixo? Lixo serve pra tudo. A gente encontra a mobília da casa, cadeira pra pôr uns pregos e ajeitar, sentar. Lixo pra poder ter sofá, costurado, cama, colchão. Até televisão.
É a vida da gente o lixão. E por que é que agora querem tirar ele da gente? O que é que eu vou dizer pras crianças? Que não tem mais brinquedo? Que acabou o calçado? Que não tem mais história, livro, desenho?
E o meu marido, o que vai fazer? Nada? Como ele vai viver sem as garrafas, sem as latas, sem as caixas? Vai perambular pela rua, roubar pra comer?
E o que eu vou cozinhar agora? Onde vou procurar tomate, alho, cebola? Com que dinheiro vou fazer sopa, vou fazer caldo, vou inventar farofa?
Muribeca
Lixo? Lixo serve pra tudo. A gente encontra a mobília da casa, cadeira pra pôr uns pregos e ajeitar, sentar. Lixo pra poder ter sofá, costurado, cama, colchão. Até televisão.
É a vida da gente o lixão. E por que é que agora querem tirar ele da gente? O que é que eu vou dizer pras crianças? Que não tem mais brinquedo? Que acabou o calçado? Que não tem mais história, livro, desenho?
E o meu marido, o que vai fazer? Nada? Como ele vai viver sem as garrafas, sem as latas, sem as caixas? Vai perambular pela rua, roubar pra comer?
E o que eu vou cozinhar agora? Onde vou procurar tomate, alho, cebola? Com que dinheiro vou fazer sopa, vou fazer caldo, vou inventar farofa?
domingo, 4 de fevereiro de 2007
Por que há tantas cidades em SP com nomes indígenas?
Quando cheguei a São Paulo percebi que havia muitas cidades, rios com nomes indígenas: sorocaba, Atibaia, Mogi Mirim, Mogi guaçu, Serra da bocaína, Caraguatatuba, Ubatuba, entre outros...
Achei estranho pois lembrava que foram os portugueses que haviam colonizado esta região, como era possível tantos nomes se os índios eram escravos?
Foi Darcy Ribeiro quem me respondeu a esta indagação:
"No plano linguístico, o tupi-guarani, como língua-geral, permaneceu sendo por séculos a fala dos brasilíndiospaulistas. E no Nordeste açucareiro foi prontamente suplantado pelo português. Isso porque sua população principal de escravos e mestiços, sendo impelida a adotar a fala do capataz para se comunicar com os outros escravos, realizou o papel de consolidar a língua portuguesa no Brasil. a primeira onda de povoamento, constituída por paulistas, deu a quase todas as águas, serras e acidentes assinaláveis nomes em tupi, língua jamais falada pelos índios nativos da região. O brasilíndio do Nordeste seco, que foi quem ocupou as maiores áreas do Brasil, tangendo gado, não adotou nenhuma língua das regiões que habitou, mas foi outro difusor da língua portuguesa, porque seguramente já saíram do litoral lusitanizados."
"Desse modo é que, ao longo de década e séculos, vão surgindo modos brasileiros tão diferenciados uns dos outros, por sua singularidades, como homogeneizados pelo muito mais que têm em comum. tais são, por exemplo, o baiano da Bahia gorda; o pernambucano do massapê; o são-franciscano da Bahia do bode; o sertanejo nordestino.
Achei estranho pois lembrava que foram os portugueses que haviam colonizado esta região, como era possível tantos nomes se os índios eram escravos?
Foi Darcy Ribeiro quem me respondeu a esta indagação:
"No plano linguístico, o tupi-guarani, como língua-geral, permaneceu sendo por séculos a fala dos brasilíndiospaulistas. E no Nordeste açucareiro foi prontamente suplantado pelo português. Isso porque sua população principal de escravos e mestiços, sendo impelida a adotar a fala do capataz para se comunicar com os outros escravos, realizou o papel de consolidar a língua portuguesa no Brasil. a primeira onda de povoamento, constituída por paulistas, deu a quase todas as águas, serras e acidentes assinaláveis nomes em tupi, língua jamais falada pelos índios nativos da região. O brasilíndio do Nordeste seco, que foi quem ocupou as maiores áreas do Brasil, tangendo gado, não adotou nenhuma língua das regiões que habitou, mas foi outro difusor da língua portuguesa, porque seguramente já saíram do litoral lusitanizados."
"Desse modo é que, ao longo de década e séculos, vão surgindo modos brasileiros tão diferenciados uns dos outros, por sua singularidades, como homogeneizados pelo muito mais que têm em comum. tais são, por exemplo, o baiano da Bahia gorda; o pernambucano do massapê; o são-franciscano da Bahia do bode; o sertanejo nordestino.
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